Ao adquirir um imóvel é importante entender as opções de compra disponíveis nesta operação. Por se tratar de um bem de alto valor agregado, o conhecimento aprofundado sobre as formas de pagamento é essencial. Uma maneira fácil de conquistar a casa própria ou um local para empreender é o financiamento imobiliário.

A fim de esclarecer as dúvidas que pairam sobre ele, dedicaremos este artigo para explicar o que é e como funciona esta alternativa de compra de um imóvel. Confira!

O que é financiamento?

Antes de tudo, para compreender melhor o financiamento imobiliário, é importante estar por dentro da definição de financiamento. De modo geral, ele acontece quando existe um acordo financeiro entre duas partes – o cliente e a instituição envolvida na operação, como bancos ou financeiras.

O que as instituições fazem é disponibilizar um volume em dinheiro para o indivíduo que quer adquirir algum bem. As taxas tendem a ser bem inferiores as cobradas em empréstimos, ou seja, mais acessíveis.

O que é financiamento imobiliário?

Quem nunca sonhou em conquistar a casa própria? Pois é, esta é uma das principais modalidades de financiamento e tem por objetivo tornar essa vitória acessível. Em outras palavras, ele direciona-se para a compra de imóveis, mas não somente para moradia, como também para construção, locação, comércio e outros fins.

Na prática, o processo se resume a um empréstimo, ou seja, o banco disponibiliza um montante para o indivíduo interessado em comprar o imóvel. Entretanto, no primeiro momento, o comprador deve arcar com um valor de entrada que é destinado diretamente ao vendedor.

Posteriormente, o responsável pelo financiamento imobiliário deve pagar o restante da quantia – dividida em prestações e acrescida de juros -, para a instituição financeira encarregada por oferecer o crédito.

Passo a passo do financiamento imobiliário

  1. Escolha do imóvel e documentação

Ao escolher o imóvel e tomar a decisão da compra, o indivíduo deve procurar o banco que ficará responsável por fornecer a carta de crédito a ele. Em seguida, a instituição começa a reunir a documentação necessária para iniciar o processo. Originais e cópias de RG e CPF (do casal, se for o caso) e dos comprovantes de estado civil e de renda, são exemplos dos papéis solicitados.

No caso de indivíduos autônomos, a comprovação de renda acontece por meio da apresentação do contrato de prestação de serviços, recibo dos trabalhos oferecidos ou declaração comprobatória de recepção de rendimentos, normalmente, feita pelo contador e a declaração do Imposto de Renda.

Além disso, o vendedor do imóvel precisa disponibilizar a certidão atualizada da matrícula no Cartório de Registro de Imóveis. É importante que a propriedade não possua nenhuma dívida com a prefeitura ou alguma irregularidade no nome do vendedor. Também é fundamental que não exista nenhum débito de condomínio ou IPTU.

Contar com alguém que conheça esse processo e já te oriente sobre o processo em cada instituição financeira pode ser um diferencial para agilizar a liberação do recurso.

  • Análise dos dados do comprador e parcelas

Por fim, antes de dar sinal verde para a compra, as instituições financeiras também analisam dados pessoais do indivíduo interessado por adquirir o imóvel. A consulta a órgãos como o Serasa ou SPC é um exemplo da verificação feita pelo banco. O motivo é certificar de que o cliente terá possibilidade de assumir as parcelas do financiamento imobiliário.

Por falar em parcelas, elas podem chegar ao limite de 35 anos, o equivalente a 420 meses. Isso vai variar de acordo com a vontade e condição financeira do comprador, da instituição e do vendedor do bem em questão. E, caso não haja nenhuma irregularidade, o crédito é aprovado com um tempo de validade de acordo com o banco.

  • Antecipação da carta de crédito

É importante destacar que, mesmo o imóvel não sendo escolhido, o indivíduo pode antecipar a solicitação de crédito. Neste caso, o procedimento acontece da mesma maneira, com exceção da documentação por parte da propriedade, que ainda não foi definida.

Se a carta de crédito for concedida, ela terá um vencimento de, no mínimo, 3 meses e, na maioria das vezes, é disponibilizada ao solicitante em até 5 dias úteis após a entrega da documentação e preenchimento dos formulários.

  • Entrega do imóvel e início das parcelas

Quando a análise do perfil do comprador chega ao fim e o crédito é aprovado, o banco, com o auxílio de uma empresa especializada, arquiteto ou engenheiro, faz a vistoria da propriedade a ser financiada. Tudo isso para confirmar o valor estipulado para a venda da mesma.

Posteriormente, a instituição responsável pela operação elabora o contrato e aciona as partes envolvidas para assinar o documento. Feito isso, o crédito é liberado e o vendedor recebe o dinheiro. E, claro, o comprador inicia o pagamento das parcelas do financiamento.

Geralmente, a primeira prestação acontece após o 30º dia da assinatura do contrato.

Quem pode realizar um financiamento imobiliário?

De modo geral, o financiamento imobiliário está disponível para qualquer pessoa. Mas, como qualquer modalidade de crédito, é necessário que ela preencha alguns critérios considerados básicos para conseguir o empréstimo do banco. Confira abaixo os principais:

  • Ser brasileiro ou estrangeiro com visto permanente no Brasil;
  • Ser maior de idade, ou seja, ter 18 anos completos ou mais. Exceção para indivíduos de 16 anos completos e emancipados;
  • Comprovar situação financeira adequada para arcar com as prestações mensais em dia;
  • Não ter restrições no CPF – nome sujo ou alguma irregularidade com a Receita Federal.

Vale ressaltar que, para a saúde financeira do comprador do imóvel e a exclusão do não cumprimento da dívida, o próprio Banco Central do Brasil recomenda que as parcelas do financiamento não superem 30% da renda mensal dele. Por isso, a instituição financeira costuma fazer um levantamento em relação ao indivíduo que solicita o crédito. Tem alguma pendência? Talvez seja melhor avaliar outras opções, como o consórcio.

Impostos e taxas envolvidos no financiamento imobiliário

Os gastos envolvidos no financiamento imobiliário não se resumem apenas ao valor da entrada e das parcelas, afinal, existem impostos e taxas que também estão inclusos nessa operação. Portanto, é muito importante que o indivíduo tenha conhecimento sobre eles para que não lidar com surpresas futuras.

Veja abaixo as taxas e impostos:

  • Imposto de Transmissão de Bens Imóveis – ITBI;
  • Escritura Pública;
  • Taxa de Registro;
  • Avaliação bancária – abrange a vistoria e a documentação para a liberação do crédito.

Considerações finais

A escolha do financiamento imobiliário vai depender de cada pessoa. O mais importante é conhecer as opções disponíveis no mercado e compreender qual está mais adequada a realidade e aos interesses de cada um. Se você tem pressa para adquirir um imóvel e não possui pendências no mercado, pode ser que consiga boas taxas. Se tiver tempo para planejar talvez seja interessante comparar com o consórcio. Não existe resposta certa para todo mundo, depende de cada perfil.

Além disso, ao optar por esta forma de aquisição de bens, é fundamental partir para uma análise detalhada das instituições que realizam a operação. Afinal, ninguém quer firmar contrato com uma empresa que não tenha comprometimento. Um especialista de mercado pode te ajudar nisso.

Por fim, é crucial estar atento as cláusulas do contrato. Leia detalhadamente cada ponto e fique por dentro dos seus direitos e deveres para evitar qualquer problema. Tenha em mente que o conhecimento é a parte mais relevante de todo o processo, seja para um financiamento ou não.

Na Conquest contamos com planejadores que analisam o seu perfil e entendem as suas necessidades, comparando as opções de financiamento, e te orientando sobre qual é a melhor decisão. Estamos aqui para fazer conta mesmo! Converse com um especialista e entenda a fundo as opções que o mercado financeiro te apresenta.

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